ALEXANDRE ANDRÉ SEBASTIÃO DEFENDE NOVO MOVIMENTO CÍVICO E ALERTA PARA VIGILÂNCIA DOS VOTOS EM ANGOLA

O presidente do Partido da Aliança Democrática de Angola (PADDA), Alexandre André Sebastião, defendeu a criação de mais um movimento cívico no país, sublinhando a importância da educação cívica e da consciência política patriótica. O dirigente apelou a uma sociedade civil mais activa, autónoma e capaz de pressionar positivamente o poder político para promover mudanças em Angola.

Imagem: DR Ponto de Situação

Segundo Alexandre André Sebastião, o novo movimento cívico surge com o propósito de reforçar a pressão tanto sobre quem está no poder como sobre quem pretende chegar ao poder, garantindo maior dinamismo político e participação cidadã. Para o responsável, esta dinâmica é essencial para evitar a estagnação política e permitir a alternância e renovação de ideias na governação.

O presidente do Partido da Aliança Democrática de Angola (PADDA) destacou ainda que os movimentos cívicos devem manter-se independentes, livres de qualquer influência política ou corrupção, sobretudo financeira ou material, que possa comprometer a sua integridade e capacidade de intervenção. “Não podem ser reduzidos ou neutralizados por interesses externos”, alertou.

O líder do PADDA , chamou também atenção para a necessidade de maior envolvimento da sociedade civil na vigilância do processo eleitoral, referindo que tem havido alguma apatia, mesmo após as últimas manifestações.

Para ele, deixar o controlo do processo eleitoral apenas aos partidos políticos é um risco, uma vez que estes não têm conseguido garantir um acompanhamento rigoroso do voto, desde a recolha de assinaturas até à fiscalização nas mesas e centros de escrutínio.

O dirigente, sublinhou que este controlo deve ser feito de forma séria e organizada, abrangendo todo o território nacional, de Cabinda ao Cunene, de modo a assegurar maior transparência e credibilidade dos resultados eleitorais.

Segundo Alexandre Sebastião, o lançamento deste movimento cívico é uma iniciativa oportuna e necessária, desde que a sociedade civil se mantenha vigilante, activa e comprometida com a defesa da democracia, evitando que interesses políticos ou económicos comprometam o seu papel na construção de uma Angola mais justa e participativa.