‘‘OS POBRES TAMBÉM DEVEM GOVERNAR”: FRANCISCO TEXEIRA CRITICA DESIGUALDADES E APELA À LUTA DA JUVENTUDE ANGOLANA
O Presidente do Movimento Social para a Mudança, Francisco Teixeira, defendeu que os cidadãos mais pobres não podem ser excluídos dos espaços de decisão, afirmando que também têm o direito de governar e ocupar assentos na Assembleia Nacional.
Durante a sua intervenção, Teixeira destacou que “os pobres não têm sonhos pequenos” e rejeitou a ideia de que as pessoas em situação de vulnerabilidade sejam vistas como medíocres. Na sua opinião, é fundamental garantir a inclusão social e política dos mais desfavorecidos, permitindo que liderem não só a nível nacional, mas também nas províncias e municípios, sobretudo com a implementação efectiva das autarquias.
O activista criticou ainda a actual governação, considerando que, após 24 anos de paz, muitos angolanos continuam a enfrentar graves dificuldades sociais. Segundo ele, a pobreza extrema afecta desde a infância, com destaque para a desnutrição infantil causada pela falta de condições básicas para muitas mães.
Ao comentar a iniciativa da administração municipal de Cacuaco, que distribuiu pintainhos aos jovens durante as festividades do mês da juventude, Teixeira afirmou que a acção não resolve o problema do desemprego. Para ele, medidas como essa não passam de “espectáculo visual”, criticando também o papel da imprensa pública na divulgação dessas actividades.
Francisco Teixeira mostrou-se igualmente preocupado com a situação da juventude angolana, que, segundo disse, vive exposta à miséria, com muitas mulheres a serem empurradas para a prostituição e jovens a enfrentarem condições precárias de trabalho. Referiu ainda que muitos sobrevivem com rendimentos baixos, resultantes de longas jornadas de trabalho em condições difíceis.
Apesar do cenário que considera preocupante, o activista afirmou acreditar que a fé em Deus continua a ser uma fonte de esperança para o povo angolano.
No final, Francisco Teixeira deixou um apelo à juventude angolana para que não aceite a miséria de braços cruzados, incentivando-a a lutar por melhores condições de vida, dignidade e um futuro mais justo para todos.





































