MANIFESTANTES NO HUAMBO ATRIBUEM NOTA NEGATIVA À ACTUAÇÃO POLICIAL  NA MARCHA CONTRA SUBIDA DO GASÓLEO

A marcha contra a subida do preço do gasóleo, realizada este domingo, 20 de Julho,  no Huambo, terminou com críticas à actuação da Polícia Nacional, acusada de impedir o avanço dos manifestantes rumo ao Largo Doutor António Agostinho Neto, onde estava inicialmente previsto o ponto de chegada da manifestação.

MANIFESTANTES NO HUAMBO ATRIBUEM NOTA NEGATIVA À ACTUAÇÃO POLICIAL  NA MARCHA CONTRA SUBIDA DO GASÓLEO

O protesto teve início no Jardim da Cultura e seguiu pela Avenida do Granja, passando pela Rotunda do Instituto Médio de Saúde, depois pelo calçadão da Avenida Norton de Matos, e posteriormente pela rotunda da unidade hoteleira privada, rumo à avenida que dá acesso ao Aeroporto. Os manifestantes seguiram pela Avenida da República, até encontrarem a barreira policial nas imediações do destino final.

Jaiel de Freitas, organizador da marcha, lamentou a interferência policial e afirmou que o desfecho não dependia da vontade dos participantes. Ainda assim, considera o balanço positivo, quer pela forte mobilização popular, quer pela cobertura mediática do evento.

“Era intenção da polícia inviabilizar a manifestação. Fomos muito consistentes. Queriam que desviássemos o trajecto, mas mantivemos o percurso previamente comunicado e autorizado”, garantiu.

Segundo Jaiel de Freitas, fruto da persistência e da conduta pacífica dos manifestantes, a polícia acabou por remover seis barreiras colocadas ao longo do trajecto.

A manifestação contou com a presença de representantes da UNITA, do PRS e do PRA-JA Servir Angola.

O segundo secretário do PRA-JA, no Huambo,  Carvalho Ekuikui afirmou tratar-se de uma manifestação legal e lamentou os obstáculos criados.

“Deparámo-nos com um grande embaraço causado pela polícia, que obstruiu um roteiro que havia sido negociado com a direcção provincial da corporação”, avançou.

O deputado do grupo parlamentar da UNITA, Monteiro Eliseu, também criticou à  actuação das autoridades policial.

“É uma tristeza. Os organizadores comunicaram com antecedência. Não se percebe por que razão foram impedidos de prosseguir.”

Já o secretário provincial do PRS, Soliya Selende, embora reconheça o acompanhamento positivo da polícia ao longo do percurso, repudiou o bloqueio final.

“Devemos reconhecer o que correu bem. A polícia esteve connosco, e o comandante municipal também. Apenas lamento o impedimento à chegada ao Largo”, declarou.

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