CIDADÃOS DIVERGEM OPINIÕES SOBRE O USO DE CALDOS NOS ALIMENTOS
Em Luanda, cidadãos divergem quanto ao consumo de caldos industrializados, apontando riscos para a saúde, mas também vantagens relacionadas ao sabor que acrescentam à comida.

Na manhã desta segunda-feira, 18 de Agosto, a equipa do portal Ponto de Situação deslocou-se até à Vila do Gamek para ouvir opiniões sobre os possíveis efeitos do uso excessivo destes produtos.
Lurdes Tomás, de 38 anos, vendedora ambulante, afirmou que o consumo de caldos “faz mal à saúde”, podendo provocar doenças como hipertensão arterial e diabetes. Acrescentou ainda que a saúde reprodutiva masculina é a mais afectada, podendo causar impotência sexual e ejaculação precoce.
Em contrapartida, Noémia Baptista, também vendedora, de 30 anos, disse não ver qualquer mal no uso de caldos industrializados, quer seja de forma moderada ou em excesso. Já José Lussolo, de 35 anos, assistente de vendas, defendeu a utilização de temperos caseiros, que considera mais saudáveis e capazes de reduzir os riscos de problemas cardiovasculares, protegendo igualmente a saúde reprodutiva masculina.
Do lado da Administração Municipal da Samba, os cidadãos João Baptista e Cláudio Joaquim reconheceram que os caldos conferem “um sabor diferenciado” aos alimentos, mas alertaram para as consequências negativas do consumo excessivo, destacando a obesidade, a hipertensão arterial e a insuficiência renal crónica como algumas das patologias mais recorrentes associadas.
Pesquisas recentes indicam que os caldos podem ter efeitos positivos ou negativos na saúde, dependendo da sua composição e da frequência do consumo.
Os caseiros, preparados com ossos, legumes e especiarias, são ricos em nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e aminoácidos, fortalecem ossos e articulações, melhoram a digestão, reforçam o sistema imunitário e contribuem para uma pele mais saudável.
Já os industrializados tendem a apresentar altos níveis de sódio, gordura saturada e aditivos químicos, aumentando os riscos de hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade e insuficiência renal.
Especialistas recomendam privilegiar caldos caseiros, feitos com ingredientes frescos e naturais, evitando aditivos prejudiciais e garantindo uma maior variedade nutricional. No caso dos industrializados, aconselham verificar sempre os rótulos e consumir com moderação. Sublinha-se, acima de tudo, a importância de uma alimentação equilibrada e diversificada, que não dependa exclusivamente destes produtos.
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